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A Perfeição

  • 2 de fev. de 2019
  • 1 min de leitura

A perfeição não me pertence, embora a busque, nunca tenho-me por satisfeito. Sou ser fraco, que hora ou outra, pego-me sucumbido pelas trevas, que me levam à uma ilha de tristezas. Ninguém é alguém, tudo se torna igual, desmerecido fico, assim como enxergo. As injustiças se mostram claras, a desigualdade também. A mediocridade das pessoas se forma aparente, e as idiotices também. Tudo o que era mais, graças à escuridão, seja de minha visão, de minha alma ou de meu coração, se torna menos. O dia passa, e a noite mais uma vez se faz, tão rapidamente quanto se desfaz. Pertenço à ela, tão somente nela encontro meu lugar. Mas o dia vem, e caído, o que era grande se torna pequeno, e o valor do pequeno se torna grande. O raio de sol outrora vespertino, parece luzir calmamente pela volta que cobre meu caminho, e daí é perspicaz a aparência do quão embaixo estou, e onde fui parar quando pensei ter me encontrado. E é graças à queda, que consigo me erguer, pensando no impossível. Sem energia alguma, sem rumo, É que consigo empreender-me novamente na busca de minha perfeição. [if !supportLineBreakNewLine] [endif]

 
 
 

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